fechar menu fechar menu

Patagônia Feelings – El Calafate

El Calafate está cada vez mais famosa… este pequeno vilarejo, às margens do Lago Argentino  (o maior lago do país vizinho) é o ponto de apoio e acesso aos visitantes que vem conhecer a Geleira Perito Moreno ( garantimos,  esta é uma das visões mais lindas e impressionantes de nosso planeta) e os muitos glaciares do Lago Argentino, ocupando os muitos hotéis, hosterias e albergues da cidade – e seus ótimos restaurantes e pubs,  a noite também é bem divertida.

Veja alguns motivos para você ir lá – o mais rápido possível :

Perito Moreno é o nome do engenheiro que demarcou as fronteiras de Argentina e Chile; e os hermanos o homenagearam dando a esta enorme e singular geleira o seu cargo e nome: Perito (seu cargo)  Moreno (seu sobrenome). E há motivos: é algo deslumbrante, tão lindo que parece montagem, cenário feito em computador para algum filme de aventuras. É a Patagônia em toda sua glória!

A Geleira Perito Moreno tem cerca de 60 metros de altura e 2km de extensão, e você fica muito perto dela, em passarelas seguras e bem construídas ( são quilômetros delas…) , vendo o espetáculo visual e auditivo  :   a cada poucos minutos,  lascas enormes de gelo se desprendem da geleira e caem no lago à frente, com o maior estrondo e movimento. Fica muito fácil de entender porque vem gente de todo o mundo para a patagônia argentina…
Perito Moreno tem uma cor azulada – fruto da enorme compressão existente na massa de gelo, e quando bate o sol… você tem um grande diamante faiscante à sua frente, cercado de montanhas e bosques, e um pequeno lago – divino!
Estando em Perito Moreno, você pode ainda: passear de barco neste laguinho à frente da geleira,  usando aqueles barcos infláveis com pequenos motores de popa (os “gomones“), um passeio muito legal e impressionante; ou caminhar sobre a geleira perito moreno (sim !!!), em passeios guiados e com o uso de “grampones“,  que são armações de aço adaptadas aos calçados,  com pontas no solado –  imperdível, não deixe de experimentar isso.
Além de visitar o Glaciar Perito Moreno, você poderá fazer um passeio de barco pelo Lago Argentino – o visual é maravilhoso, o lago é cristalino, e você estará cercado de natureza no seu estado mais selvagem e primitivo –  avistando dezenas de outras geleiras, algumas realmente enormes. Este passeio dura todo o dia, e… com certeza justifica sua permanência em Calafate por mais tempo,  há muito o que ver e fazer neta região da Patagônia.
El Calafate é muito simpática e divertida, sempre cheia de gente de todo o mundo, e suas muitas línguas –  um restaurante de Calafate, à noite, é uma verdadeira torre-de-babel,  vale a pena ficar escutando para adivinhar o país de origem daqueles gringos das mesas ao lado, acredite.
Ah, e a comida é muito boa, há escolha para todos os gostos.
O cheirinho…  Calafate tem um cheirinho todo próprio, que vem de sua vegetação – uma mistura de aromas de ervas, e dos muitos plátanos e álamos desta região da Patagônia. Tenha a certeza de que isso você não irá esquecer: deveria poder ser engarrafado, para venda aos turistas encantados!
Um passeio muito especial que pode ser feito por quem está em El Calafate: visitar o Parque Nacional Torres del Paine, em território chileno, um dos lugares mais lindos do planeta – lagos, cascatas, bosques, geleiras, montanhas, num conjunto de belezas realmente extraordinárias. É um passeio de todo um dia, e é lindo o tempo todo,  desde a saída até a chegada, as vistas e atrações se sucedem sem parar – você está cercado de Patagônia por todos os lados!

Isabel Clark leva 3º lugar no Columbia Snow Challenge

A atleta brasileira de snowboard Isabel Clark começou bem a temporada de inverno no hemisfério Sul nesse fim de semana. A brasileira se destacou na prova de slopestyle do Columbia Snow Challenge, evento que aconteceu em Valle Nevado, no Chile. A carioca foi a terceira melhor na categoria, que não é sua especialidade, e se destacou em terras chilenas.Apesar de não contabilizar pontos para o ranking da Federação Internacional de Ski (FIS), muitos atletas aproveitam esse evento para aperfeiçoar o treinamento para as próximas disputas oficiais, que começam em agosto.


“Subir no pódio é sempre muito positivo, especialmente se considerarmos que a atleta é especialista em snowboard cross e conquistou esse bom resultado na disciplina slopestyle”, comemorou Stefano Arnhold, presidente da CBDN (Confederação Brasileira de Desportos na Neve).


Além de Isabel Clark, o Brasil contou outro representante no Columbia SnowChallenge: o também carioca Antonio Pedro Mallman, de 23 anos. Ele nãomarcou presença entre os primeiros colocados mas registrou uma bela apresentação em sua estreia nessa da temporada de inverno austral.

Resultados Snowboard Slopestyle:

Feminino
1. Celine Glachant
2. Roberta Irarrázabal
3. Isabel Clark

Masculino:
1. Manuel Díaz
2. Tomás Santamaría
3. Iñaqui Irarrázabal

As provas de Ski Cross e Snowboard Cross do Columbia Snow Challenge serão realizadas neste próximo fim de semana.

Via CBDN

Linda, loira e louca por neve!

Lindsey Vonn, como já falamos aqui no blog anteriormente, é americana, esquiadora profissional, multi-campeã… A moça competiu nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002 e 2006. Em 2008 se tornou a atleta de seu país com maior número de vitórias em provas de downhill (11) e foi a campeã-geral da Copa do Mundo de Esqui Alpino.


Este ano, participou dos Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver, no Canadá, e ganhou a medalha de ouro no downhill.


Quer mais ou tá bom assim?

Ok, mais então… além de todo esse talendo, ela ainda é simpática, loira & linda!!

Confira aqui no novo vídeo da Snowlog TV porque Lindsey é a inspiração de todas as meninas skiadoras (e dos meninos também)…

Entrevista Exclusiva com Lindsey Vonn, a musa de Vancouver 2010

Bonita como uma modelo, simpática e duas vezes consecutivas campeã mundial de esqui, a americana Lindsey Vonn é provavelmente a atleta de maior evidência no cenário atual do esporte e tem tudo para ser o rosto mais fotografado dessas Olimpíadas de Inverno. Como se não bastasse, a bela ainda mora em Vail, a maior estação de esqui dos Estados Unidos e a minha montanha favorita no Colorado…

Como você se sente quando faltam poucos segundos para a largada de uma corrida: um ator antes de entrar no palco, um cirurgião experiente antes de iniciar uma operação cerebral ou um monge concentrado, em estado de total tranquilidade?
- Humm… algo entre um cirurgião e um monge, eu acho! Bastante treinada como um médico, mas usando uma visualização positiva como um monge.
Qual foi a sua vitória mais importante?
- Vencer a minha segunda Copa do Mundo consecutiva foi algo realmente enorme para mim, pelo que representou para o meu lugar no panorama do esqui mas também porque eu acho que foi a primeira vez que eu me senti realmente reconhecida no meu próprio país pelas minhas conquistas.
Alguns dos mais famosos e bem sucedidos esquiadores olímpicos de todos os tempos tinham uma combinação de boa aparência e um estilo de vida polêmico que os transformavam em ímãs perfeitos para a atenção da mídia. Como você equilibra a exposição ao marketing com sua privacidade pessoal e ainda assim mantém a imprensa interessada?
- Bem… minha vida privada é bem comum, então provavelmente não existem muitas coisas tão excitantes para a mídia explorar. A menos que eles queiram saber a minha receita de bolo de banana ou algo assim!
Quais são os seus lugares favoritos para esquiar em Vail e como foi passar a sua infância lá?
- Minha pista favorita sempre foi a Riva Ridge, minha família costumava passar férias em Vail antes de nos mudarmos para lá e essa sempre foi a nossa descida preferida porque é ela tão longa. Foi incrível ter crescido em Vail! E é claro, provavelmente eu não teria a oportunidade de me desenvolver como esquiadora, especialmente em corridas, se eu não tivesse me mudado para lá.
Você estava treinando no Chile no ano passado, como é para você esquiar na América do Sul e quais outras estações de esqui do nosso continente você conhece?
- Eu já esquiei praticamente em todas as partes do planeta. Nós sempre treinamos em Portillo durante o nosso verão e é realmente uma excelente base de treinamento. Mas eu sempre tenho uma preferência por Vail no Colorado, porque é a minha casa e é uma montanha com tanta diversidade de terrenos.
Para saber mais sobre Lindsey, visite o site oficial da esquiadora.

Lindsey Vonn conquista a medalha de ouro em Vancouver

Lindsey Vonn viveu um dia de ansiedade, choro e felicidade em Vancouver. Assombrada pela lembrança da queda que a tirou do pódio em Turim-2006, a americana viu a concorrente e amiga Anja Paerson cair na final do esqui alpino downhill nesta quarta-feira e temeu pela sua entrada na montanha de Whistler. Porém, ao saber que a atual campeã olímpica estava bem, a bela loira pediu licença e tirou o título das mãos da sueca, com o tempo de 1m44s19. Em 2010, era a sua vez de brilhar com a medalha de ouro no peito.

- Vim aqui e conquistei o que eu queria. É um grande alívio finalmente conseguir. Isso é tudo que eu sempre quis – disse a loira, emocionada, ao fim da prova, que teve a também americana Julia Mancuso como medalhista de prata (1m44s75) e a austríaca Elisabeth Goergl com o bronze (1m45s65).

Vonn, que já entrou na pista com uma lesão na panturrilha, foi uma das poucas atletas a não sucumbir à montanha de Whistler. Além da campeã de Turim, Paerson, a suíça Dominique Gisin e a romena Edith Miklos também sofreram graves quedas na prova. Esta última, inclusive, teve de ser retirada de helicóptero direto para o hospital, mas passa bem.

Fonte: G1

ENTREVISTA ESPECIAL FELIPE MOTTA

Felipe Motta pratica e adora o skate desde moleque, mas foi quando fez um intercâmbio estudantil nos EUA, que descobriu o que seria a maior paixão da sua vida. O então menino de 15 anos já havia assistido a várias propagandas e vídeos de snowboard na televisão, seus novos amigos americanos falavam muito no assunto e ele já estava apreensivo para experimentar. Quando enviaram-no para Vermont, um lugar muito frio na fronteira nordeste dos Estados unidos com o Canadá, e bem no meio do inverno, o skate virou snowboard e, o snowboard virou vício. O paulista de 33 anos, hexa campeão brasileiro de snowboard, conversou com o Point da Neve esta semana. Combinamos que a entrevista seria por telefone, às 14h de sexta-feira. Felipe estava no táxi, a caminho do aeroporto, onde iria embarcar rumo a uma reunião de negócios.

Ao final de sua temporada adolescente na terra yankee, Motta gostou tanto do snow que só pensava em como iria fazer para sustentar suas próximas skiweeks. Em sua primeira vez em um campeonato brasileiro oficial, no Chile, em 1997, Felipe ficou em 6o lugar entre 15 participantes. A medida que ia progredindo no snow foi conhecendo pessoas influentes dentro do esporte e buscando maneiras de bancar seus treinos. Enquanto isso, continuava a estudar e viver no Brasil, indo à neve quando rolava grana e tempo. Em 1999 Felipe se graduou em Engenharia e foi convidado a trabalhar no Bank of Boston. Muito interessado em negócios, cresceu rápido dentro da empresa e, com mais dinheiro no bolso, ficou mais tranqüilo de viajar para as estações de ski. No ano seguinte participou de mais um champ brasileiro e desta vez foi campeão. Primeiro lugar no Big Air FiS e primeiro no Snowboardcross aberto. Os patrocínios enfim começaram a fluir. A evolução crescente o levou a correr a Copa do Mundo e então tomar uma importante decisão: abandonar a carreira dentro do banco e arriscar tudo no snowboard. Financeiramente não fazia o menor sentido, não era nada rentável ser um atleta de um esporte de neve representando um país onde não existe a mesma. Mas a experiência incrível que ele vivenciou nos anos seguintes tornava até os perrengues bacanas. Em 2001 ficou em 1º no half pipe no Valle Nevado. Em 2002 repetiu a dose e faturou também o 1º no snowboardcross, além de receber o prêmio de “Melhor Atleta do Ano” na modalidade Ski e Snowboard. Em 2003 a empresa de telefonia Oi entrou forte no mercado jovem e patrocinou o snowboarder por um ano. Foi um bom respiro para Motta, mas não pagava todas as contas. Neste ano ele ficou em 1º lugar no Snowboardcross , 2º no Halfpipe e em 29º lugar no Ranking Overall Mundial FIS.

Após morar entre Canadá, Europa, Brasil e Estados Unidos por 5 anos para poder treinar, já recheado de medalhas e trabalhando “part time” em uma empresa gringa, um de seus patrocinadores, o indicou para comandar o grupo Quiksilver no Brasil. Isso aconteceu em 2004, no mesmo ano em que foi penta campeão brasileiro profissional de freestyle e manteve o 29º no ranking Overall . Por escolha própria, talvez no auge de sua carreira no snow, ele passou a se dedicar principalmente ao trabalho. A empresa, que trabalha com as marcas Quiksilver, Roxy, DC Shoes e Rossignol, foi um MBA prático para Felipe, que abriu muitas oportunidades para o Brasil neste mercado de esportes de prancha e cultura jovem. Ele passou então a intercalar o snow com manobras na água (surf) e no concreto (skate). Mas mesmo com o foco principalmente no trampo, Motta não perdeu o jeito, nem o talento e continuou a acumular títulos. Em 2008 ele faturou o hexa em Chapelco!! Hoje, após a experiência na Quiksilver, ele é um empresário dedicado a sua própria empresa, a Lotus Dist. (http://www.lotusdist.com.br/), distribuidora da marca de tênis de skate Emerica no Brasil (http://emericaskate.com/).

Depois de pagar o táxi, já em direção ao check-in, Felipe declarou que a estação de ski que mais curte em todo o mundo sem dúvidas é Whistler no Canadá, e em questão de beleza, ressalta os Alpes Suíços como os mais belos. Aqui no hemisfério sul ele destacou Las Leñas, mas advertiu que a curtição depende muito do nível em que está o esquiador, pois o mais bacana de lá são os fora de pista, e pra isso é necessário experiência e muito respeito a montanha. “Em Lãs Leñas, andei em uma das mais avançadas cadeirinhas do mundo, que deve abrir só duas vezes por temporada, a Masters, é melhor que helicóptero.” Importante resaltar também que todos os campeonatos brasileiros e sul americanos são organizados e abertos a todos pela CBDN (Confederação Brasileira de Desportos na Neve), que tem uma gestão super profissional e permite que o snow seja bem representado nas competições mundiais e olímpicas, como é o caso da classificação e participação da Isabel Clark nas últimas e nas próximas agora em Vancouver… Fica a dica!

Fim de papo, hora do embarque.

Valeu Felipe!! Esperamos pelo hepta!

Mais dicas de Snowboard, por Felipe Motta: http://www.boardsports.com.br/colunistas/07_08_felipe_motta.shtml